
Por muito tempo, as cortinas foram vistas apenas como um elemento funcional: algo para cobrir janelas, filtrar a luz e garantir privacidade. No entanto, segundo uma matéria recente da House Digest, essa percepção está ficando para trás.
Em 2026, as cortinas assumem um papel muito mais expressivo na decoração, especialmente nos quartos, tornando-se protagonistas do design de interiores.
+ Estas são as tendências de decoração que você verá em todos os lugares em 2026, de acordo com designers de interiores
+ A tendência de cozinha que chega em 2026 e promete melhorar o seu estilo de vida diário
De acordo com a House Digest, a nova tendência propõe o uso das cortinas como recurso estético e arquitetônico, capazes de criar impacto visual, adicionar textura, suavizar espaços e até dividir ambientes. Limitar o uso desse elemento apenas às janelas já não faz sentido dentro das tendências atuais, que valorizam soluções criativas, versáteis e acolhedoras.
Essa mudança reflete um desejo crescente por quartos mais envolventes e personalizados, nos quais cada detalhe contribui para a atmosfera do espaço. Como destaca a House Digest, as cortinas agora são vistas como uma extensão do projeto decorativo, indo além da função tradicional.
Embora a designer Rebecca Hughes tenha comentado sobre essa tendência em entrevista à Homes & Gardens, a House Digest reforça o mesmo movimento ao apontar que cortinas vêm sendo usadas como divisórias de ambientes, molduras para cantinhos de descanso e até como alternativas às paredes de destaque. O resultado é um quarto mais intimista, com uma sensação de conforto e teatralidade cuidadosamente equilibrada.
Cortinas além das janelas: uma nova forma de decorar
Segundo a House Digest, há inúmeras maneiras criativas de incorporar cortinas no quarto. Elas podem ser instaladas em paredes abertas, entradas ou até no lugar da porta de um banheiro privativo, criando transições mais suaves entre os espaços. Também são frequentemente usadas para delimitar áreas funcionais, como um canto de leitura ou um pequeno home office dentro do quarto.
Essa solução é especialmente eficaz em ambientes com paletas de cores mais escuras. Como destaca a House Digest, tecidos claros posicionados estrategicamente — ao redor da cama ou em áreas de passagem — ajudam a equilibrar o visual, evitando que o espaço pareça fechado ou pesado demais.
A tendência das “paredes de cortina”
Uma das ideias mais ousadas apontadas pela House Digest para 2026 é transformar cortinas em verdadeiras paredes decorativas. Em vez de uma parede de destaque tradicional, a cortina passa a ocupar toda uma extensão do quarto, adicionando profundidade, textura e movimento ao ambiente.
Além do apelo estético, a House Digest ressalta benefícios práticos: cortinas instaladas em paredes mais finas ajudam a abafar o som, oferecem leve isolamento térmico e ainda podem disfarçar elementos menos atraentes, como quadros elétricos ou tomadas aparentes. Outro ponto positivo é a versatilidade — essa tendência funciona tanto para proprietários quanto para inquilinos, já que não exige grandes reformas.
Outra proposta bastante popular, segundo a House Digest, é usar cortinas atrás da cama, funcionando como uma cabeceira decorativa mesmo sem a presença de janelas. Levar o tecido até o teto cria um efeito de dossel moderno, enquanto drapeados mais livres adicionam personalidade e sofisticação ao quarto.
Como escolher cores e materiais para acertar na tendência
A atmosfera final do ambiente depende diretamente das escolhas de cores, tecidos e texturas. A House Digest explica que, para quartos mais relaxantes, tons suaves como bege, marrom claro e cinza são ideais. Já quem busca um espaço mais acolhedor pode apostar em marrons intensos, terracota e bege mel.
Tons delicados de rosa — como rosa antigo ou champanhe — criam uma sensação romântica, enquanto verdes e azuis escuros reforçam um clima aconchegante e sofisticado, muito alinhado às tendências de 2026 destacadas pela House Digest.
Em relação aos materiais, veludo e algodão escovado aparecem como favoritos. Além de transmitirem conforto visual, ajudam a escurecer o ambiente, oferecem isolamento térmico e acústico e criam uma sensação de luxo acessível — um ponto que a House Digest enfatiza ao destacar o excelente custo-benefício do veludo.
O linho, por sua vez, é ideal para quem busca um clima mais leve e descontraído, enquanto cortinas plissadas trazem um ar mais clássico e refinado. A House Digest também sugere cautela com estampas: modelos discretos funcionam melhor em quartos, especialmente quando combinados com colchas e tapetes estampados, criando camadas visuais equilibradas.
Para não errar na escolha, a recomendação final da House Digest é simples e prática: trate a cortina como se fosse tinta. Leve uma amostra do tecido, pendure-a no local desejado e observe como ela se comporta em diferentes horários do dia. A iluminação natural pode transformar completamente a percepção de cor e textura — e esse teste garante um resultado mais seguro e harmonioso.
Fonte: House Digest
Fique por dentro das novidades pela nossa página no Facebook.
