
Depois de anos dominadas por cozinhas ultraminimalistas, superfícies frias e soluções excessivamente embutidas, as cozinhas de 2026 começam a resgatar algo essencial: caráter.
Segundo uma análise recente da Homes & Gardens, designers de interiores ao redor do mundo estão revisitando elementos tradicionais de cozinha, não por nostalgia, mas por uma busca crescente por ambientes mais acolhedores, expressivos e atemporais.
Esse retorno ao clássico surge como resposta direta ao cansaço visual provocado por cozinhas genéricas. Em vez de espaços que parecem catálogos, a tendência agora é criar cozinhas que contam histórias, misturam passado e presente e envelhecem bem com o tempo.
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1. Azulejos clássicos como ponto focal
Os tradicionais azulejos decorativos — especialmente os inspirados nos modelos europeus pintados à mão — estão voltando a ocupar o backsplash. De acordo com o Homes & Gardens, esses revestimentos trazem profundidade visual e um toque artesanal difícil de replicar com materiais industriais.
Além de funcionais, eles funcionam como elemento narrativo, transformando em um espaço mais pessoal e menos padronizado. Designers veem nesses azulejos uma forma elegante de inserir cor, textura e memória sem comprometer a sofisticação.
2. Suportes de panelas suspensos
Os clássicos suportes de panelas pendurados no teto, comuns em cozinhas antigas e casas de campo, estão novamente em evidência. Para os designers, esse elemento tradicional combina estética e praticidade.
Segundo especialistas citados pela Homes & Gardens, além de liberar espaço nos armários, os pot racks ajudam a criar uma cozinha mais viva, onde utensílios fazem parte da decoração. O efeito é acolhedor, funcional e visualmente interessante — especialmente quando combinado com metais quentes.
3. Armários e despensas independentes
Enquanto o design contemporâneo apostou por anos em marcenaria totalmente embutida, 2026 marca o retorno dos armários independentes e despensas soltas. Esses móveis remetem a cozinhas antigas, onde cada peça tinha identidade própria.
Designers destacam que esse tipo de solução adiciona flexibilidade ao layout e contribui para uma estética mais orgânica e menos rígida. Além disso, cria a sensação de que a cozinha evoluiu ao longo do tempo — e não foi instalada de uma só vez.
4. Madeira com acabamento tingido e profundo
Os armários totalmente brancos começam a dar lugar a madeiras mais ricas e expressivas. Tons de nogueira, carvalho escurecido e acabamentos tingidos aparecem como protagonistas nas cozinhas de 2026.
Segundo o Homes & Gardens, os designers estão animados com esse retorno porque a madeira traz calor, textura e uma sensação imediata de permanência. Diferente das superfícies lisas e frias, ela cria ambientes mais acolhedores e visualmente equilibrados.
5. Metais envelhecidos e ferragens com pátina
Latão envelhecido, bronze escovado e acabamentos com aparência levemente patinada estão substituindo os cromados frios e superfícies ultrabrilhantes.
Esses metais tradicionais adicionam profundidade e sofisticação à cozinha, além de dialogarem melhor com madeira, pedra natural e cerâmica. Designers valorizam o fato de que esses acabamentos ficam ainda mais bonitos com o tempo, reforçando a ideia de uma cozinha que amadurece com elegância.
6. Iluminação com estética clássica
A iluminação embutida e invisível perde protagonismo para luminárias com presença. Arandelas, pendentes estilo lanterna e peças com design tradicional estão entre as apostas para 2026.
De acordo com o Homes & Gardens, esse tipo de iluminação cria pontos focais importantes e contribui para uma atmosfera mais íntima e convidativa. Além disso, valoriza materiais naturais e detalhes arquitetônicos que antes passavam despercebidos.
7. Brancos mais quentes e suaves
O branco continua sendo um clássico, mas agora aparece em versões mais suaves e equilibradas. Tons levemente quentes substituem o branco óptico, criando uma base mais acolhedora.
Designers explicam que esses brancos funcionam melhor ao lado de elementos tradicionais, como madeira escura e metais envelhecidos, resultando em cozinhas claras, porém longe de parecerem frias ou impessoais.
Por que esse retorno empolga tanto os designers?
Segundo o Homes & Gardens, o entusiasmo em torno desses elementos tradicionais vai além da estética. Eles oferecem algo que muitas cozinhas modernas perderam: alma.
Em um momento em que a cozinha se tornou espaço de convivência, trabalho e acolhimento, resgatar materiais e soluções com história ajuda a criar ambientes mais humanos, duráveis e emocionalmente confortáveis. São escolhas que resistem ao tempo, evitam modismos passageiros e tornam a cozinha um verdadeiro coração da casa.
Fonte: Homes & Gardens
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